Incongruência de gênero é o novo diagnóstico para a transexualidade
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Incongruência de gênero é o novo diagnóstico para a transexualidade

Nesse mês de junho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que a transexualidade não é mais considerada uma doença mental e sim “incongruência de gênero”. A mudança vai acontecer na 11ª edição da Classificação Internacional de Doenças, o CID.

Trata-se do livro que categoriza as doenças e os critérios para que os médicos deem um diagnóstico. De tempos em tempos, ele é atualizado levando em conta as pesquisas mais recentes da comunidade científica. Os países terão até 2022 para se adaptar com as alterações da nova edição.

A última edição do CID havia sido a de 1990, que desconsiderou a homossexualidade como doença. Desde então, muitas pessoas fizeram campanhas para que acontecesse o mesmo com a transexualidade, inclusive o Conselho Federal de Psicologia. Mas a mudança anunciada esse ano, foi parcial.

Incongruência de gênero

Até o CID 10, usava-se “transtorno de identidade de gênero” para se referir às pessoas que não se identificam com o gênero atribuído a elas no nascimento. Era considerado uma doença mental, deixando uma porta aberta para o estigma e tentativas de correção do suposto problema.

Agora, a transexualidade deve constar como “incongruência de gênero”, em uma parte chamada “condições relativas à saúde sexual”. É um passo na direção da despatologização, mas ainda é incompleto.

O problema é que, remover completamente o transexualismo do CID, ameaça a permanência de programas gratuitos voltados aos tratamentos de saúde para essa população.

Mas a própria OMS defende que saúde não é apenas o tratamento de doenças. Em sua constituição, ela afirma que:

“A saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade.”

Ou seja, mesmo que as identidades trans deixem de ser consideradas doenças, ainda deve existir serviços médicos especializados para ajudar essas pessoas a conquistarem uma melhor qualidade de vida.

Entenda melhor no vídeo abaixo:

2 thoughts on “Incongruência de gênero é o novo diagnóstico para a transexualidade”

  1. A sociedade precisa debater a questão.

    Inclusive sobre o prisma jurídico. Olhe que artigo interessante:
    Transexual deve se submeter ao TAF (Teste Físico) em concursos públicos?

    É constitucional a exigência de Teste de Aptidão Física (TAF) nos casos envolvendo transexuais? A aplicação do TAF para casos de transgêneros deverá ser em conformidade com sua identidade de gênero ou biológica?

    https://advogadoagnaldo.jusbrasil.com.br/artigos/595531498/transexual-deve-se-submeter-ao-taf-teste-fisico-em-concursos-publicos?utm_campaign=newsletter-daily_20180702_7286&utm_medium=email&utm_source=newsletter

    1. Realmente, Jorge, essa também é uma questão complexa nesse ponto. Por isso é muito importante falarmos sobre isso com a mente aberta e lutar por uma sociedade mais justa para todos!

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