Vício em videogames é considerado uma doença mental pela OMS
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Vício em videogames é considerado uma doença mental pela OMS

Em junho, a Organização Mundial de Saúde publicou as alterações que serão feitas do CID 10 para o CID 11, incluindo algumas polêmicas como o vício em videogames agora ser considerado uma doença mental. E muitas pessoas, inclusive especialistas, são contra essa mudança.

Outra medida que levantou discussões foi a retirada da transexualidade das doenças mentais. O que antes era conhecido como Transtorno de Identidade de Gênero, agora passa a ser chamado de “Incongruência de Gênero”.

O CID, também conhecido como “Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde” é o livro que dita os critérios de diagnóstico das doenças.

Atualmente encontra-se em vigor o CID 10, que funciona desde 1990, mas esse ano será lançada a 11ª edição. Os países terão até 2022 para se adaptar às alterações.

Vício em videogames

O mundo dos jogos eletrônicos atrai a grande maioria dos jovens e das crianças, que passam cada vez mais tempo de suas vidas em frente a uma tela. É comum que a principal forma de recreação da geração mais recente sejam os videogames.

Por isso, já faz um tempo que existem discussões para saber se o abuso dos jogos é ou não um problema. Agora, a OMS afirmou que jogar demais pode sim, ser patológico.

Contudo, ela afirma que menos de 3% dos gamers realmente enfrentam uma doença. E alguns especialistas, defendem que essa porcentagem é ainda menor. Mark Griffiths, pesquisador da Universidade Nottingham Trent, que estuda há 30 anos a obsessão por vídeo games, acredita que a compulsão não deve afetar nem 1% dos jogadores.

A questão é que jogar demais não é uma doença. Só podemos falar em vício quando este hábito realmente prejudica a qualidade de vida da pessoa por um período maior que 12 meses.

Entenda melhor no vídeo abaixo:

O reconhecimento desse transtorno abre as portas para tratamentos especializados e pesquisas futuras. É uma mudança positiva, desde que existam os cuidados para evitar a patologização excessiva. Nem todo mundo que joga demais está doente.

Sinais de alerta

Para  alguém está jogando compulsivamente, é importante ficar atento se ainda existe controle sobre o tempo passado no videogame. A partir do momento em que jogar diminui a qualidade de vida e mesmo tendo consciência disso a pessoa não para, existe um problema.

Se for o seu caso, procure ajuda profissional. Um médico ou psicólogo poderá observar se trata-se de um vício e estipular o melhor tratamento.

Não existe vergonha nenhuma em ter uma doença mental. O cérebro é um órgão como qualquer outro e também pode adoecer.

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