Saúde mental e estigma
psicofobia

Saúde mental e estigma

Você já ouviu falar de estigma? Essa é uma palavra não tão conhecida que significa marca, cicatriz. Contudo, nem sempre o estigma é externo, também pode estar associado a uma marca social atribuída a uma pessoa. E, infelizmente, existe muito estigma em relação às pessoas que sofrem com doenças mentais. São marcas negativas que as humilham e excluem, dificultando que ela busque ajuda.

Esse estigma é causado pela falta de informação e pela presença de uma série de estereótipos e falsas crenças que dizem respeito às doenças do cérebro. Existe uma ideia de que transtornos mentais não são tão sérios quanto doenças físicas, que afeta apenas gente “maluca”, que não tem cura ou, ao invés, de que a pessoa pode se curar apenas com força de vontade.

Nada disso é verdade. Doenças mentais podem afetar qualquer um e de fato, afetam muita gente. Não é uma deficiência de caráter, nem uma escolha. O cérebro é um órgão, como qualquer outro e ainda por cima um órgão fundamental para manter a vida. E, como tudo em nosso corpo, pode adoecer e merece tratamento adequado quando isto acontece.

A consequência é o preconceito, a discriminação e a falta de aceitação por parte tanto da família, quanto dos amigos e até dos próprios pacientes. Isso leva ao sentimento de vergonha para quem está sofrendo com uma doença grave que merece tratamento. A vergonha, por sua vez, afasta, exclui e dificulta a recuperação.

Como podem subestimar a gravidade de quando nosso centro de controle – o cérebro – não está funcionando como deveria? Não há vergonha em ficar doente.

O estigma é preconceito, é discriminação, é psicofobia e isso mata. Mata quando impede alguém de buscar ajuda, mata quando coloca mais peso sobre alguém doente, mata por atrapalhar que muitos suicídios sejam impedidos e mata quando pessoas com transtornos mentais são marginalizadas e agredidas, como o recente caso do jovem que teve a testa tatuada sob suposta acusação de furto.

Precisamos lutar contra o estigma e para isso é preciso informar, quebrar estereótipos e empoderar. Se você sofre com algum transtorno psicológico, isso não é sua culpa, isso não é um defeito e você não está sozinho.

Vamos nos juntar pelo fim do estigma! Compartilhe essa causa.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.