diário

Metalinguística

Observação: escrevi esse post ontem no bloco de notas do celular, deitada pouco antes de adormecer, então ignore  possíveis erros e pleonasmos. Eu revisei, mas sem mudar muito porque a graça deste post é justamente a sinceridade com que o escrevi. É isso aí 🙂


 

Quando eu criei esse blog meu objetivo era falar sobre os transtornos mentais, sobre a depressão, a ansiedade e essa coisa toda que afeta tanta gente diferente, mas que de alguma maneira nos aproxima e nos deixa solitários ao mesmo tempo. Porém, na verdade, também sou afetada por elas diariamente.

A depressão está sempre tirando suas forças, de modo que você não tem vontade de fazer nada. A ansiedade está sempre te cobrando de tudo que você devia estar fazendo e não faz e a baixa autoestima fica jogando na sua cara o quanto você não vem sendo produtivo e como o fulano obtém um resultado tão melhor nas coisas que você também se esforça.

Em meio a isso, eu sou obrigada a me lembrar da mensagem que eu mesma tento espalhar, de que eu não estou sozinha. Eu não sou a única me sentindo assim.

Eu me cobro demais, eu tenho problemas para organizar meu tempo, eu fico sem motivação facilmente e eu tenho dificuldade em parar de comparar meu progresso com o de outras pessoas.  Eu tenho dias em que penso em desistir do blog, desistir de tudo porque é como se eu não fosse obter sucesso, como se ninguém ligasse. E, de repente, lembro-me da razão disso tudo.

Estava lendo um trecho do livro “Alucinadamente feliz” da escritora Jenny Lawson e vendo como eu me identifico com alguns relatos e como isso me faz bem – simplesmente saber que eu não sou a única nessa batalha. Assim como você não é.

É claro, parece que meu dia tem dez horas a menos porque eu nunca faço metade do que queria/ precisava. É claro, me sinto frustrada com tudo que tenho trabalhado às vezes e parece que não tenho coragem/ motivação para escrever um post, gravar um vídeo ou pesquisar um tema.

E só agora percebi que este já é um bom tema, porque eu sou humana, porque eu tenho meus desafios e, principalmente, porque nenhum de nós está sozinho. E devem existir duas mil pessoas por aí que se sentem como eu.

Eu não preciso esconder minhas dificuldades.

É para isso que estou aqui.

Estamos juntos nessa, caro leitor. Vamos lá, um passo por dia, vamos até o quanto der. E tudo bem não conquistar tudo de uma só vez. Sei lá, ainda temos todo o resto da nossa vida. Dane-se se o ciclano é mais rápido.

Eu tenho meu ritmo. Você tem o seu. E nós não estamos sozinhos…

virtual hug
Mandando um “abraço virtual” para todos vocês ♥

3 thoughts on “Metalinguística”

  1. Você não está sozinha! 🙂 Eu me sinto igual, frequentemente. Eu tenho um blog sobre borderline, e ás vezes (muitas) me faço cobranças duras, não tenho estimulo nenhum para escrever, pois parece que não há sentido, não tem valor o que faço, mas eu continuo. Assim como eu, tenho certeza que há muitas pessoas que lêem o seu blog, você passa mensagens muito importantes e muitas vezes seus recadinhos no facebook me fizeram sentir melhor em meio a crises horríveis do borderline… Escrever não é fácil, mas não estamos sozinhas, certo? Vamos continuar tentando derrubar alguns estigmas e preconceitos em torno desse assunto que ainda é tão tabu na nossa sociedade! Eu te admiro. Beijos, Michele.

    1. Muito obrigada! Seu retorno é muito importante para mim ♥
      Que legal o seu blog, vou acompanhá-lo a partir de hoje! Beijos ^^

  2. Olá Sarah que legal da sua parte compartilhar algo íntimo seu, mais que ao mesmo tempo é algo tão comum nessa sociedade universal que prefere falar de futilidades banais. Você está sendo corajosa expressando o que a maioria dos seres humanos sente, inclusive eu, mais muitas vezes preferimos ocultar para parecermos fortes. E é onde nos enganamos. Aprendi na pratica que ser forte é falar o que ti incomoda mesmo sabendo que não ti entendam, ti julgue… Nós temos uma tendência de apontar e criticar nos outros o que nos faz companhia.
    Então Sarah parabéns e obrigado

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